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As 5 barreiras para mulheres no mercado de trabalho

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No último sábado, fui uma das painelistas do evento para nossas mentoradas na Fundação Everis e o tema não poderia ser mais sedutor pra mim: mulheres e mercado de trabalho 😊

 A primeira pergunta era sobre as dificuldades para jovens mulheres ingressarem no mundo corporativo e não posso mentir… é claro que ainda temos muitos problemas, mas estamos muito melhores do que há 10 ou 20 anos, SIM, por conta da nossa capacidade de diálogo e da ação de cada pessoa, individualmente, e das empresas, coletivamente.

Ainda há muitos desafios relacionados ao feminino, mas, por hoje, vou ficar apenas com cinco e olha só: nem todas são relacionadas à profissão ☹

 1.      Trabalho doméstico – ainda é um grande peso para muitas de nós;

2.      Cuidado de pessoas da família/maternidade, isso inclui pais idosos, familiares adoentados…

3.      Diferença (pra menos) em relação a salários e voz dentro das empresas (ainda!);

4.      Pré-conceito de que existem áreas mais femininas, como RH e área da Qualidade, só pra ficar em alguns exemplos mais básicos;

5.      O masculino, estruturalmente – e não apenas homens, individualmente.

 Quer ver?

Você olha pra uma força de trabalho na pirâmide em uma empresa de saúde, por exemplo, e 75% do contingente operacional é feminino; quando chegamos em cargos estratégicos, essa proporção cai pra 15% (e eu nem estou falando de Diretoria, Presidência e Conselho – onde, muitas vezes, se tem alguma mulher, tem UMA, em geral, na cadeira de Recursos Humanos.)

 Como resolvemos isso?

Gosto sempre de pensar em ações compartilhadas!

1.      EMPRESA: No caso das empresas, são necessárias campanhas afirmativas não só de comunicação e conscientização, mas de equiparação de cargos e salários, além de flexibilidade e estruturação de times que GARANTAM a participação feminina. Aqui, vejo uma grande oportunidade com o movimento de home office inaugurado em 2020, por exemplo, pra dar oportunidade às mães de crianças pequenas sem o extremo de fazê-las estar até 12 horas por dia fora de casa, contabilizando trânsito e jornada de trabalho.

 2.      COMPARTILHADA: Esse movimento passa, ainda, por educar OS HOMENS, OS HOMENS EDUCAREM A SI MESMOS, construir diálogo e, JUNTOS, desenharmos um ambiente de trabalho que nunca existiu, pra EXPERIMENTAR um lugar, por exemplo, sem falas e ações que reduzam o valor da mulher a uma aparência estética – o que, de largada, não deveria nem ser um assunto a ser comentado ou considerado num ambiente de trabalho.

 3.      Auto-responsabilidade individual: continuar estudando, aperfeiçoando, buscando e abraçando oportunidades, investindo em si mesma, sabendo que não é egoísmo quando a gente cuida, em primeiro lugar, da gente mesma, pra poder contribuir pra um time, por exemplo.

 Pra terminar, deixei algumas dicas pras nossas mentoradas e mulheres que nos assistiram, veja se cabe pra você também:

1.      Encontre uma mulher mais velha que você pra se inspirar e agradecer por ter aberto caminho até aqui;

2.      Seja uma agente de transformação, em parceria com o masculino;

3.      Comprometa-se em abrir caminho pra quem vem depois.

Não tem como dar errado <3

 PS.: vou deixar o link do evento completo nos comentários e também gravamos um podcast fresquinho sobre o assunto, vai lá! Exclusivo no Spotify @ipefem!

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