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Cinco decisões para o trabalho remoto perfeito

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Como começar a oferecer segurança psicológica pro seu time

Duas plataformas de reunião virtual, uma plataforma de gestão de projetos, outra
plataforma de comunicação, mais uma plataforma de interação virtual tipo metaverso, um
app de trocar mensagem rapidinho, o grupo da fofoca positiva good vibes gratidão, um
formulário pra subir a nota fiscal, outro app de grupão que cabem mais de 250 pessoas e
mais uma nova plataforma pro projeto da consultoria que foi contratada.
E o drive, gente, o drive! Aonde tá a senha do drive?
Tem também o Instagram, o Tiktok, a DM, o Inbox, o Inmail (mas só pra quem é premium no
Linkedin) e alguém ainda frequenta grupos do Facebook?
O trabalho remoto pode ser uma confusão geográfica, se pensarmos que cada plataforma,
cada app, é um território. Já parou pra ver dessa forma?
Cada “espaço” virtual requer um comportamento diferente, um aprendizado específico,
quase uma etiqueta própria de interação e relacionamento, o que pode causar muita
confusão entre as pessoas, sem falar do esgotamento mental de se submeter a algo novo e
complexo com tanta frequência.
Nesse cenário, é muito comum que haja insegurança e uma ansiedade em saber como
operar tudo, pra não parecer incompetente ou dar a sensação de não estar atualizada.
Organizar esses pontos, em princípio, está sob o poder da empresa; mas, na posição de
liderança, você pode fazer algumas coisas:


1. Oriente os ambientes por tipos de interações: onde ficam os históricos, as
informações fixas/relevantes, os arquivos importantes, onde vamos falar rapidinho,
onde se trocam memes? Preferencialmente ter, no máximo, 2 ou 3
canais/plataformas que consigam abranger 90% do cotidiano em interações
síncronas e assíncronas;
2. Estabeleça acordos claros: por falar em interações síncronas e assíncronas, é
muito importante ter combinados claros sobre quando / como vamos desenvolver as
atividades por grau de complexidade, por exemplo. O que sempre fizemos em
reuniões, dá pra fazer de forma interativa, porém cada pessoa no seu tempo, dentro
de uma semana, talvez? Trocar ideias, visões, o popular brainstorming – e quem fica
responsável por compilar tudo e “subir” pro time validar?
3. Combine rotinas que priorizem as pessoas ao máximo: o horário da atividade
física, das crianças da casa, da comida, do trabalho doméstico em si, inclusive para
homens! A conciliação e atenção a esses temas pode fazer muita diferença na
maneira como seu time interage e fortalece a saúde mental 
4. Desenhe rituais e cerimônias: longe de ser algo engessado ou chato, beirando o
constrangimento, pode ser legal se reunir às sextas pra falar… nada. Besteira.
Conversa fiada. Ou pra meditar, fazer lambaeróbica, comemorar o sucesso de um cliente, o aumento de uma operação, a chegada de alguém… Lembrando que nem
todo mundo precisa estar reunido o tempo todo, hein?
5. Comunique e respeite as disponibilidades: se uma pessoa do seu time diz que
está disponível a partir das 09h30, por favor, não marque reuniões às 09h. Fim.
Ah, e tenha um local de fácil acesso pra checar todas as disponibilidades antes de pedir uma
conversa. Pode se chamar agenda mesmo, lembrando que a sua não é a mais importante de
todas.
A humildade é o primeiro passo pra um ambiente seguro psicologicamente.
Fica, aqui, a decisão-bônus.

Boa sorte!

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